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O acidente vascular encefálico visto por um fisioterapeuta

O Acidente Vascular Encefálico ou Cerebral, também conhecido como “derrame”.

Acidente Vascular Encefálico (AVE) ocorre quando uma região do cérebro fica sem aporte sanguíneo. Esse processo pode ocorrer por dois eventos distintos:           quando uma veia ou artéria se rompe causando AVE hemorrágico ou quando há  uma obstrução da passagem do sangue dentro de um vaso ou artéria levando a um AVE isquêmico.

Esses acontecimentos ocorrem pela formação de um trombo (coágulo), que se desloca na corrente sanguínea até chegar ao cérebro ocasionando o AVE.  O coágulo normalmente é formado nas pernas devido à má circulação do sangue nos membros inferiores.

 Em ambos os casos, quando uma área do cérebro fica sem receber o oxigênio transportado pelo sangue arterial ocorre morte das células constituintes do cérebro, os chamados neurônios.

Essas células não são como as células da pele que morrem milhões por dia e são rapidamente repostas. Os neurônios mortos não são substituídos e com isso existe o que chamamos de sequelas de um  AVE.  As sequelas vão depender da extensão do cérebro acometido pelo AVE. Quanto maior a extensão, maior o dano.

 Os efeitos do AVE podem ser perda de um movimento de um membro (braço ou perna), dois ou mais membros (duas pernas, uma perna e um braço ou dois braços e duas pernas), perda da fala, a boca pode fica “torta”, perda da visão, entre outras consequências.

Para minimizar ou eliminar os efeitos do AVE o paciente deve ser acompanhado o quanto antes por um fisioterapeuta.  Esse profissional da área da saúde tem capacidade técnica de atuar com o paciente para restabelecer suas condições físicas como: a marcha (caminhada), equilíbrio, força dos músculos, sensibilidade, tato, pressão e propriocepção.

A resposta para o tratamento fisioterápico depende da motivação do paciente, da idade, do tempo para iniciar o tratamento, da extensão da lesão cerebral, dentre outros fatores.

É muito importante saber as principais causas do AVE. Dentre elas podemos enumerar:

         1-    Tabagismo;

         2-    Uso excessivo de álcool;

         3-    Diabetes;

         4-    Constituição genética (a composição das paredes dos vasos são fracas);

         5-    Obesidade;

         6-    Uso de anticoncepcional;

         7-    Sedentarismo;

         8-    Estresse;

         9-    Hipertensão Arterial;

 Alguns problemas secundários causados pelo AVE podem ocorrer e devem ser tratados pelo fisioterapeuta, pela equipe de saúde que acompanha o paciente e pelos familiares, como as infecções urinárias por repetição, as feridas (úlceras de pressão) e os problemas emocionais.

Muitas vezes esses problemas são desenvolvidos porque o paciente passa muito tempo acamado ou sentado em cadeira de rodas ou poltronas, além do uso excessivo de fraldas e também um relaxamento com a higiene pessoal do paciente.

A melhor forma de prevenção desses e de outros males da vida moderna é a manutenção de uma alimentação saudável, atividade física, redução na ingestão de álcool, realização de consultas médicas e exames periodicamente e não fumar.

As técnicas fisioterápicas e o conhecimento das doenças vêm sendo aprimorados a cada dia, trazendo cada vez mais respostas satisfatórias aos pacientes em um menor espaço de tempo. Mas todas as pesquisas e estudos mostram que ajuda da família nesse momento é muito importante elevando a autoestima do paciente.